Atraso no pagamento do salário e da segunda parcela do décimo terceiro causa grande prejuízo aos servidores do município de Itaperuna

Consequentemente, quem sofre com isto é o comércio, que fica desaquecido com a falta do dinheiro, que poderia estar circulando município.

Há mais de trinta anos que os servidores municipais do município de Itaperuna vêm recebendo em dia os seus salários, religiosamente até no máximo no dia 28 do mês corrente, o dinheiro batia na conta.

Atualmente eles não podem mais contar com os seus salários na data certa, inclusive o mês de outubro ainda não receberam e nem tem data marcada para ser efetuado.

Outro constrangimento marcante na vida dos servidores municipais é que o décimo terceiro, que por lei, é dividido em três etapas (janeiro, agosto e dezembro), até a presente data (07), não receberam a segunda parcela, também não existindo data para o recebimento e segundo fontes, correndo o risco de não receber a parcela de dezembro.

Os prejuízos dos servidores são grandes: juros de cartão de crédito; de empréstimos consignados; de cheques especiais; de empréstimos pessoais, de compras direta em supermercados, etc, além do vexame de ter suspenso o cartão de crédito, porque o município desconta dos servidores e não repassa as empresas.

Além dos prejuízos causados aos servidores municipais, o comércio também sofre, pois, a prefeitura é quem detém o maior número de empregados: servidores municipais, contratados administrativamente e por RPA, não cumprindo com as suas obrigações, reflete diretamente no mercado.

Os prestadores de serviços, fornecedores de produtos de toda natureza, etc. também não recebem, inclusive a empresa de prestadores de serviço de saúde dos servidores, o município retém as mensalidades e não repassa as empresas, que suspendem os serviços de saúde. Neste caso fica demonstrado o crime de apropriação indébita, previsto no artigo 168 do Código Penal Brasileiro.

A situação da prefeitura é calamitosa, sendo percebível o desestimulo dos servidores municipais, que se agonizam vendo o tempo passar, as contas aumentarem e nenhuma solução imediata.

Em contrapartida o prefeito Marcus Vinicius não toma nenhuma providência nos cortes dos gastos, onde no início do mandato aumentou em aproximadamente para novecentos e sessenta o número de cargos comissionados, que livre nomeação do prefeito e os cargos de confiança, que são destinados aos servidores público.

Contratou uma organização social que paga mais de R$350 mil reais por mês para gerenciar a Secretaria de Ação Social, Trabalho e Emprego.

Contratou uma empresa para o fornecimento de alimentos a rede pública municipal, por um valor astronômico.

Enfim, enquanto o gestor não toma as rédeas da administração, o Município de Itaperuna, que os munícipes esperavam a “mudança” prometida, caminha para o caos.

Categories: POLÍTICA

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